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Notícias - SMCE

Campanha Jogue Limpo

por Santa Mônica Centro Educacional no dia 03 de julho, 2018

Falar de meio ambiente na escola já é de praxe e de certa forma redundante quando o discurso fica longe da prática diária do aluno. Falar sobre sustentabilidade sem praticá-la se torna uma teoria longe da realidade, e sem esta vivência os alunos possuem dificuldades de incorporação de hábitos saudáveis e necessários para um bom desenvolvimento social e ambiental.

Por isso, ao longo de todo mês de maio, a Rede Santa Mônica Centro Educacional mobilizou alunos, responsáveis e colaboradores a participarem da campanha “Jogue limpo” e recolherem latinhas em alumínio, garrafas PET e embalagens Tetra Pak de leite e suco.

O grande objetivo da campanha foi sensibilizar e conscientizar as pessoas sobre a importância da reciclagem e o descarte correto desses materiais, para que se preservem as reservas naturais, de modo que não as comprometam para as futuras gerações.

Entre as diversas atividades voltadas para a questão da despoluição do meio ambiente, a coleta desses elementos pode fazer a diferença, seja no descarte correto na entrega para empresas recicladoras ou para ONGs, que utilizam o material para a produção de novos materiais.

Vejamos o exemplo das garrafas PET, que demoram cerca de 450 anos para se decomporem no meio ambiente. Certamente elas revolucionaram a indústria, em especial a de bebidas, pela sua flexibilidade e baixo custo. Porém, o descarte incorreto dessas garrafas fez com que elas fossem rotuladas como vilãs do meio ambiente. De fato, as garrafas PET entopem bueiros, galerias e contribuem para as cheias nas áreas urbanas quando descartadas incorretamente.

O mesmo acontece com as latinhas em alumínio, descartadas de forma incorreta, já que elas demoram 100 anos para se decomporem na natureza. Dados mostram que a cada 1 tonelada de alumínio reciclado, 5 toneladas de minério bruto (bauxita) são poupadas e nesse processo de reciclagem, são gastos apenas 5% da energia utilizada na extração, ou seja, uma economia suficiente para manter iluminadas 48 residências.

Já a embalagem Tetra Pak, também conhecida por Longa Vida, é o produto de uma empresa multinacional, fundada na Suécia em 1951, que fabrica embalagens para alimentos. Muitos desses alimentos são embalados nessa caixinha para que não sejam contaminados por micro-organismos. Essa embalagem possui diferentes camadas, de diferentes materiais, que, além de protegerem, ajudam a conservar o produto. Essas camadas são divididas da seguinte forma (iniciando de dentro para fora): duas camadas de plástico (protege o produto e evita contato com as demais camadas); uma camada de alumínio (evita a passagem de oxigênio, luz e a contaminação do meio externo); a quarta camada também é de plástico, seguida da quinta camada, de papel, que dá sustentação à embalagem e permite a inscrição das informações e descrição da marca fabricante. Por fim, uma última camada de plástico que protege esta quinta camada de papel.

Porém, após o seu consumo, a separação e a reciclagem desses 3 materiais, viraram  um desafio para todos os envolvidos, já que a separação dos mesmos necessita de equipamentos especiais e integração de toda a cadeia.

A reciclagem das embalagens cartonadas, pós-consumo, fazem parte das metas ambientais estabelecidas pela própria Tetra Pak em seu sistema de Gestão Ambiental. Inclusive, a própria indústria ajudou a desenvolver uma tecnologia adequada de reciclagem e incentiva a coleta seletiva em diversos projetos pelo mundo.

Quanto ao nosso projeto, podemos dizer que foi um sucesso. Juntas, nossas 14 unidades recolheram, graças ao excelente trabalho de toda comunidade escolar, 5,5 toneladas de garrafas PET, 2,8 de latas em alumínio e 1,2 de embalagens longa Vida. Isso equivale a aproximadamente: 9,5 toneladas que foram retiradas do meio ambiente e recicladas.

E não parou por aí, toda a verba gerada pela venda desse material para indústria da reciclagem, foi revertida em 180 cestas básicas e distribuída entre 10 instituições beneficentes.

É preciso paciência, perseverança e esperança para que possamos mudar os hábitos de uma sociedade. O começo se faz em casa, a escola continua e amplia estes conceitos, e quando não se tem este começo em casa é preciso uma atenção maior ainda com palestras, conversas e com sensibilização para que se consiga mudar do conceito de omissão para o de atuação.





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